Controle de estoque em pequenas empresas: por onde começar

Sem projeto caro e sem sistema novo. Começando pelo que dá resultado primeiro.

Empresa pequena raramente perde dinheiro no estoque por falta de sistema. Perde por falta de cadastro confiável e de rotina de registro. É por isso que trocar de software costuma decepcionar: o problema estava antes, e mudou de lugar junto com os dados.

Comece pelo cadastro, não pelo sistema

O cadastro é a base de tudo o que vem depois. Três problemas resolvem a maior parte dos casos:

Enquanto isso não estiver limpo, qualquer relatório vai mentir com precisão.

Os métodos de custeio aceitos no Brasil

Para atribuir custo às saídas, a prática brasileira admite dois métodos:

MétodoComo funciona
PEPSPrimeiro que entra, primeiro que sai — as saídas levam o custo das compras mais antigas
Custo médio ponderadoCada entrada recalcula o custo médio, e as saídas usam essa média

Cuidado com material estrangeiro: o método UEPS (último que entra, primeiro que sai) aparece em livros e em sistemas importados, mas não é aceito pela legislação fiscal brasileira. Adotar UEPS por influência de um software gera divergência entre a contabilidade e a apuração.

Na prática, o custo médio ponderado é o mais usado por empresas pequenas, porque é o que os sistemas nacionais implementam por padrão e o que menos exige controle de lote.

Curva ABC: onde concentrar o esforço

Classificar os itens por participação no valor do estoque é o que permite ser rigoroso onde importa e econômico onde não importa. Uma fração pequena dos itens costuma concentrar a maior parte do dinheiro parado — e é nela que vale contar com mais frequência, apertar o recebimento e acompanhar o giro.

Estoque mínimo e ponto de pedido

Duas noções simples que evitam os dois erros mais caros — comprar demais e faltar produto:

Definir esses dois números por item da curva A já resolve boa parte da ruptura e do excesso, sem nenhuma ferramenta nova.

Quando a planilha deixa de servir

Planilha funciona enquanto uma pessoa só lança, o mix é pequeno e o giro é baixo. Ela deixa de servir quando mais de uma pessoa precisa registrar ao mesmo tempo, quando o número de itens cresce a ponto de a busca virar problema, ou quando você precisa de histórico confiável de movimentação para investigar uma diferença.

O sinal mais claro não é o tamanho da planilha: é você deixar de confiar nela e passar a conferir na prateleira antes de responder a um cliente.

Seu estoque está sob controle de verdade?

A S&B organiza o cadastro, define a curva ABC e implanta a rotina de contagem que cabe na sua operação.

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Perguntas frequentes

Como começar o controle de estoque numa empresa pequena?

Pelo cadastro: eliminar itens duplicados, corrigir unidades de medida e padronizar descrições. Sem isso, qualquer sistema ou relatório vai reproduzir o erro.

Quais métodos de custeio de estoque são aceitos no Brasil?

PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) e custo médio ponderado. O UEPS não é aceito pela legislação fiscal brasileira.

O que é curva ABC no estoque?

É a classificação dos itens por participação no valor total. Serve para concentrar rigor e frequência de contagem nos poucos itens que respondem pela maior parte do dinheiro parado.

Como calcular o ponto de pedido?

Somando o consumo médio durante o prazo de entrega ao estoque mínimo. Quando o saldo atinge esse nível, a compra precisa ser disparada.

Quando a planilha de estoque deixa de servir?

Quando mais de uma pessoa precisa lançar ao mesmo tempo, quando o mix cresce a ponto de dificultar a busca, ou quando você deixa de confiar nela e passa a conferir na prateleira.

Material gratuito

Checklist: 5 perguntas antes de contratar uma auditoria de estoque

O que separa uma auditoria que vira prova de uma contagem qualquer. Vale para qualquer fornecedor.

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